- ah, vai. me dá um abraço...
- Posso te dar um ombro e uma percepção atenta, se servir.. =/
O abraço eu guardo pra depois. Pena não poder dá-lo agora.
- nem é nada, sabe. só a coisa estranha de sempre...
-Me fala o que tu sentes...
-mas se nem eu sei!
mais um dia que passou... encontrei com a minha amiga, que eu não via há alguns dias. rápido, entre aulas. ela se lamentando porque quando a gente faz amigos eles vão embora. e eu toda 'forte': já vim preparada para isso de alguma forma, fica mais fácil já sabendo desde o início.
mas é mentira.
o que eu construí aqui pode ser - e acho que é mesmo - pouco, talvez pequeno para tanto tempo. mas não deixa de ser importante e partir, mesmo que seja uma necessidade, é também uma dor enorme...
eu queria ir embora agora, para evitar as duas quintas-feiras com piano, para não dar o cd do tom que eu pedi para a minha mãe trazer para o pianista, para não dar o machado de assis de quem minha amiga
(brasiliense, aliás), queixa-se de saudade.
para não fazer as fotos de toronto que eu tanto quero fazer, e depois postá-las no meu álbum com a letra de sampa, pois toronto é para mim o que sampa é ou foi para o caetano
-Eu também não conheço Caetano. rs...
Acho que eu entendo, mais ou menos, como você se sente, Maíra...
-"É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi , de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
-Acho que entendo.
( Aqui chove. Que bom... Hoje não vou passar mal. )
-vc passa mal quando não chove? deve ser complicado para você, aí em brasília
-( Eu achava que eu tinha contado... Que eu passo mal todo dia das 7 até as 10, de carência ou algo parecido... )
( Nunca entendi isso. )
-eu não tenho horário pra isso. mas geralmente é quando chove. ou neva, rs.
ou faz sol. ou só um solzinho fraco.
-A carência tem hora programada pra me assolar.
E todo dia eu tenho um encontro marcado com a falta. E geralmente, sem ninguém pra me consolar.
É uma coisa física, mesmo... Internet não resolve isso.
-é esse o problema chave da carência, né.
-Nem me fale...
-"canta a primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
algum cheirinho de alecrim..."
-( De quem é essa? )
Maíra... Eu não sei ao certo como é que você se sente, porque acho que nunca Realmente perdi alguma coisa... Inclusive, um traço notório meu é que eu não sinto saudades, acho que cheguei a comentar com você...
-(do chico. pra variar)
-( Só d'Ela, mesmo, rs... Mas isso é incomum. )
Acho que você tá fragilizada em vários aspectos... E bom, talvez a mudança de ambiente te cause também uma mudança, um choque de identidade tremendo...
-não negue suas perdas, A.
-( Acho que só nunca perdi alguém que REALMENTE queria... )
Eu aceito distâncias bem... Doem, na hora, é óbvio... Mas depois... Passa...
-eu costumava ser assim também. mas, sei lá. de repente parece que eu nunca vou conseguir construir nada de fato. talvez por isso eu queira ser mãe. vai saber.
A., quero te pedir licença para postar essa conversa, ou boas partes dela, no meu blog. eu escrevi para você umas coisas que queria ter escrito lá, mas não vou escrever porque agora vou ouvir Pearl Jam e escrever uma carta (de papel mesmo). posso?
- Tudo bem... Pode postar sim. : )
E eu fico feliz que tenha pedido licença...
Se quiser sair, também, à vontade... Aqui a espera é cruel, mas eu vou esperando, pra ver no que vai dar.
( Ela ficou de me dar notícias sobre nosso encontro hoje; o crédito de celular dela acabou, e isso é uma saudade que arranca pedaços. )
-vou editar a conversa (hahaha quem disse que eu nunca ia te editar?) e ir... preciso do papel azul e da caneta roxa, rs
-Hunf.
Vê lá o que faz.
- vou indo. um beijo daqueles bem grandes pra vc :o)
-Beijos, Maíra... : ****
( Eu gosto de beijos grandes. rs... ; ) )
- (eu também, hehehe)
posted by MAÍRA BUENO at 7:04 PM